Uma nota de falecimento, uma moção de pesar expedida por um governante faz a sociedade problematizar esses atos isolados? Isolados porque nem todas as famílias consternadas são destinatárias de tais homenagens.
O que faz um prefeito, um vereador ter a iniciativa de dizer a parentes em luto que sente muito a partida de determinada pessoa? Quais são os valores considerados para homenagear um sobrenome e não outro?
É certo que para muitos indivíduos pouco ou nada importa se as condolências partiram de uma autoridade política ou do padeiro da esquina. Porém, é fato que a seletividade social é explicitada nesses momentos em que diz-se o quão distinto, relevante e insubstituível era o falecido.
Mais fácil seria compreender a consternação oficial caso o falecido integrasse (ou tivesse integrado) o poder de onde partiram os pêsames.

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Expresse-se. Mas, se eu precisar lembrá-lo/a de ser educado/a, já me assusta o que sairá de ti.