Até agora não sei se o camarada viajou da Tapera a Praia Grande com a carroça.
Era comecinho da tarde quando ele e o filho pararam no quiosque do meu amigo André perguntando por Uber. Respondi que não tinha certeza se havia algum disponível, mas que abriria o aplicativo para me certificar. Tinha. O Claudio aceitou a corrida. Chegou nuns cinco minutos.
Nesse meio tempo, o carroceiro pediu um pastel e um refrigerante para o filho. A solicitada Nova Schin não tinha. Contou que seu cavalo arriou na avenida das Dunas e ele precisou deixá-lo na casa de um conhecido. E queria regressar ao lar. Seu destino seria o comecinho da Reta. E foi esse o endereço que pus no aplicativo como ponto final.
Ledo engano. Já embarcados no Logan do Claudio, passam mais cinco minutos e toca meu telefone: “Posso levá-los até a Tapera? Vai custar mais uns cinco ou sete reais”, calculou o motorista. “Pode”, respondi. No fim das contas, dos iniciais R$ 21,95, a viagem saiu por R$ 32,64. Fiz minha ação escoteira da Sexta-Feira Santa.
Preciso registrar que, na prática, gastei só R$ 12,64. Sejamos justos. O carroceiro, cujo nome até agora desconheço, tinha me reembolsado R$ 20 assim que deixou o quiosque. Entre amigos, a história rendeu boas risadas à noite.
Que pai e filho tenham chegado bem ao destino. E que o cavalo já tenha se recuperado. Mas ainda me encuca imaginar se o nosso amigo saiu da Tapera rumo a Praia Grande pela Duque de Caxias ou se cortou caminho por dentro do Parque Acaraí.
Mistério.
sábado, 3 de abril de 2021
Crônica| E o percurso?
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