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Diferentemente desta foto, ilustrativa,
parte do rodado ficava sobre a pista
de rolamento
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Entre um bruto e outro, homens barbudos, de chinelos e acompanhados de seu café ou seu chimarrão conversavam sentados em banquinhos de estrutura metálica com acento de nylon, como os de cadeiras de praia.
Há anos, isso ficou para traz.
Hoje, no papel de pai, brinco com minhas filhas de Fui à Feira e de localizar um objeto no trajeto que comece com a letra cantada por um de nós três. Nesta eu sou bom. Já na brincadeira anterior, não consigo memorizar mais do que uma banana, um mamão e uma melancia. Nem cito araçá, para não ter que explicar depois de um cansativo dia de trabalho do que se trata. Frutinha boa essa que comíamos em Ubatuba, num terreno baldio que tinha atrás de casa!
Nada contra os smartphones, que exibem filminhos bacanas e também são fliperamas ambulantes. Tem até mais jogos que o estabelecimento existente — também muitos anos atrás — em frente à delegacia da Capitania dos Portos. Mas é encantador perceber que nosso corpo, nossos sentidos físicos podem ser brinquedos. Braços, olhos, ouvidos, pernas, tudo. Basta imaginar um pouco e, antes disso, estar disposto a interagir com os pequenos. Desde que não perguntem dos araçás.
No momento em que traço essas linhas [Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor/ Porque veio a saudade visitar meu coração], me surge a ideia de que também podemos brincar de contar quantos buracos tem na Estrada do Forte ou na Lindolfo de Freitas Ledoux. Só não sei se minha mais nova, de 5 anos, já sabe contar além de cinquenta.
Se der certo, vou convidá-las a, daqui a mais um tempo, contabilizar as igrejas, as bocas de fumo e os móveis desovados às margens de nossas vias e rodovias.

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Expresse-se. Mas, se eu precisar lembrá-lo/a de ser educado/a, já me assusta o que sairá de ti.