terça-feira, 28 de maio de 2019

Questão de ótica

Os fatos tem um natural desenrolar. Tá ó-quêi: tem plantio, tem produção de situações com vistas a atrair a atenção da imprensa. Mas, sob a ótica da honestidade, fato é fato e com ele não se briga. Escolhe-se um ângulo e pau na Olivetti. Conta-se a história. 

Boca e pena alugadas são jargões 
que se referem ao comunicador que, 
pela voz ou pela escrita, serve a 
interesses que não os da sociedade 

(Crédito imagem: Blog do Gomes)
Tenho ouvido gente da comunicação dizendo que só gostaria de estar narrando situações positivas envolvendo os políticos locais; que não gostaria ter que ficar contando tanta coisa ruim à audiência.

Ora, essas coisas positivas existem. Elas estão aí à disposição de repórteres, editores, colunistas, chefes de reportagem, repórteres fotográficos, cinegrafistas, redatores. Basta escolher a pauta. Basta buscar o equilíbrio, a diversidade, a pluralidade e a isenção. (Se o leitor ouvir falar em neutralidade e imparcialidade, corra. Não acredito que isso exista.)

Todos os dias, indivíduos, grupos, instituições protagonizam episódios negativos, neutros ou positivos. Cabe aos profissionais do jornalismo filtrar as possíveis notícias e apurá-las até a hora de contar à sociedade. Mais do que habilidade; mais do que técnica, isso requer honestidade. Requer compromisso com o interesse público. Não com o do patrocinador ou com um político.

Cidadão e cidadona, tenha olho, ouvido e tato (se você for cego e ler em braile) clínicos com a imprensa. Principalmente num ano que antecede eleições municipais. Vai ter (já tem) pseudojornalistas querendo promover ou desgastar alguém ou algum grupo. 

Como em qualquer parte do mundo, em Ção Francisco do Sul políticos e empresários também têm seu “jornalista” de estimação. As aspas não são por eventual falta de habilidade; mas de caráter. 

Tem aquele que só arreta o Governo. Tem o que só arreta (determinados) vereadores. E tem o que acha que tudo é ruim na cidade e só um único político presta do Miranda pra cá. 

Gosto de reminiscências. Por isso lembro que Zera tinha o Daniel Silva, o Nossa Ilha e o Ecosciente como seu xodó. Já o Odilon tinha o A Tribuna de SC

Como não me rendo à falácia de que nada de bom há para ser contado, ratifico que nossa mídia sãochicana melhorou. Destaque para o jornal Correio Francisquense e sua repórter Júlia Vieira.

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