segunda-feira, 27 de maio de 2019

Vacinemos nossos acamados

Já até encenei para ampliar a pena da minha mãe em relação a uma de minhas convalescências. Era (mais uma) gripe. E eu era adolescente. Tinha visto numa novela ou num filme uma criança encostar o termômetro na lâmpada do abajur. Não tive dúvida. 


Imagem ilustrativa

(Crédito: Mercado Livre)
Na sala, quando ainda morava em Blumenau, repeti a cena da TV. Não lembro quanto marcou o instrumento. Só, tomara que não tenha sido algo discrepante demais, porque, aí, minha mãe é quem deve ter rido. “Pensa que me engana”, poderia ter pensado, sobre minha tentativa de elevar artificialmente a temperatura registrada pelo termômetro.

Conclusão: me vitimizo exageradamente quando doente. 

Não sei que p%@*# de recurso de escrita é esse (se é que existe), mas essa “introdução” só serviu (tomara) para entrar no tema vacinação de acamados contra a Influenza. 

Muitos deles podem já estar com uma doença séria; podem estar bem debilitados. Por que, então, piorar esse quadro? Se a gente, com a saúde em dia, já se sente derrubado aos primeiros espirros, tentemos imaginar o impacto de um vírus desses, por exemplo, numa pessoa idosa acamada por causa de um câncer. 

Nós, exemplares adultos da espécie humana, precisamos tutelar nossas crianças, nossos idosos, nossos deficientes mentais, os animais de outras espécies. Há situações em que esses indivíduos não dão conta, sozinhos, de garantir suas necessidades essenciais de seres vivos. A questão não é estado, normas, critério de espaço ou de tempo. O que os animais (humanos ou não) precisam, em diferentes fases da existência, não se altera. Pelo menos não em menos de não sei quantos duzentequatrolhões de anos. 

Filhos, netos, genros, noras, vizinhos, colegas, amigos, dia 18 de maio morreu a primeira vítima de Gripe A em São Francisco do Sul em 2019. Era uma senhora de 67 anos. E ela não tinha se vacinado. 

A gente precisa saber que, caso alguém não possa ir até a unidade vacinadora para ser imunizado, é possível solicitar a visita de um profissional do Sistema Único de Saúde. É só contatar a unidade do bairro ou, em caso de inexistência, procurar um órgão chamado Cepas. O telefone é 3444-5494.

Não negligenciemos. Não ignoremos. Não protelemos. Vacinemos nossos acamados. E, torçamos: se acometidos pela gripe, que sua condição de saúde não se agrave. Que seu desconforto não ultrapasse o nariz escorrendo; o gosto de alho na boca; o corpo físico prostrado como se tivesse acabado de sair de um rodízio de pizza. 

Por fim, meça a febre. Monitorar a temperatura corporal é muito importante. A do abajur, não.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Expresse-se. Mas, se eu precisar lembrá-lo/a de ser educado/a, já me assusta o que sairá de ti.